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Sorteio de livro no mês de dezembro, participem!
No mês de dezembro eu quero presentear um leitor com um exemplar do meu livro.
Gostaria muito de estar enviando de presente para a sua cidade um livro com uma carinhosa dedicatória.
Você poderá ser um contemplado!
Para participar, basta deixar um comentário me dizendo a sua opinião sobre o que a recuperação significa na sua vida.
Se você for um familiar de dependente químico, não tem problema, poderá participar me dizendo como você lida com uma pessoa que usa drogas, e o que faz para conviver a sua Co dependência.
Se você não é adicto, e nem um Co dependente, então, me conte por que se interessa por este Blog.
As três melhores respostas estarão concorrendo a um exemplar do livro.
Bem, queridos, participem, por que além de estarem ajudando a outras pessoas com as suas respostas, poderão ganhar a promoção. e desfrutar de uma boa e verdadeira história de superação.
Beijos carinhosos e boa sorte!
CARTA DE DESPEDIDA ÀS DROGAS
Meu primeiro e arrebatador amor... Preciso dizer-lhe que não posso mais levar adiante essa paixão doentia e devastadora, que me consome, maltrata e me destrói...
Fiz de tudo para ficar ao seu lado.
Por você eu mataria... Morreria.
Fui até ás ultimas conseqüências... Por você.
Rastejei, transformei-me em um farrapo humano.
No início, você mostrou-se tão carinhosa, solidária e companheira de todas as horas. Mas, quando você me viu ali, tão vulnerável, tão dependente de ti, tu me abandonastes...
Você jurou-me amor e fidelidade eterna. Mas, sempre me deixou sozinha quando meu dinheiro acabava.
Destruiu minha vida, minhas amizades, meu amor próprio e minha auto-estima.
Eu te procurava por toda a parte e faria qualquer coisa para tê-la, nem que fosse um pouquinho, apenas por alguns instantes.
Não a culpo por nada, eu que te quis de maneira compulsiva e desmedida.
Eu passava por cima de qualquer um, só para ficar contigo.
E, quando tu ias embora, eu implorava por mais um pouco de você...
Por ti perdi meu senso de limite.
Vendi tudo que tinha para comprar um pouco da sua presença.
Esmolei por apenas um segundo do seu amor.
Eu sentia uma necessidade física e mental de tê-la a qualquer custo.
Tudo que tinha de mais precioso, eu te dei...
Dei-lhe o melhor de mim, o melhor dos meus anos e recebi apenas o pior de você.
Quando você estava comigo, nada mais me importava...
Quanto mais a tinha, mais eu a queria.
Eu só pensava em você e isso me enlouquecia.
Meu amor... Não posso mais prosseguir.
Minha ilusão de controlá-la esvaiu-se.
Certamente, você nunca mais estará sozinha.
Haverá sempre outra pessoa para você hipnotizar e escravizar.
Mesmo te amando assim, louca e desesperadamente... Preciso esquecê-la.
Tentarei seguir sem você. Sei que será difícil, pois você ocupou todos os espaços em minha vida.
Seu amor sugava a minha alma, eu ficava vazia de pensamento e sentimento.
Ficar contigo era muito sofrimento...
Prazer apenas momentâneo.
Toda aquela ansiedade, esperando sua chegada acabava comigo.
Eu queria tê-la logo, depressa! E, quando tu chegavas... Devorava-a em qualquer lugar.Não me importava se as pessoas estavam olhando.
Eu queria mesmo era ter suas sensações que me inebriavam...
Sentir euforia na sua chegada e depressão na sua partida...
Eu ficava horas imaginando meios e maneiras de tê-la ao meu lado, latente em minha mente.
Não fique triste amor... Eu desisti de ti por não mais conseguir levar esse romance à frente.
Por não encontrar mais forças para prosseguir.
Vou embora enquanto ainda existe uma sobre vida em mim,
um lampejo de sanidade, um sopro de esperança.
Perdoe-me se eu a deixei, mas você me usou...
Machucou, mentiu dissimuladamente. Fez de mim um fantoche, um capacho, um brinquedo nas mãos do palhaço...
Vai ser difícil viver sem esse amor arrebatador, que era toda minha vida.
Amar-te demais, foi minha desgraça.
Por favor... Deixe me viver em paz.
Tenho que caminhar sempre em frente, sem olhar para trás.
Sem pensar em você que era toda minha vida!
Não sei como será minha história sem você, mas preciso urgentemente tentar ser feliz, enquanto ainda me resta um pouco de dignidade, e ao seu lado, isso não é possível.
Preciso esquecê-la sem pensar no futuro, apenas seguir...
No início, tudo que eu disser, cada gesto, cada sentimento, pensamento, cada lugar que eu passar, tudo me lembrará você, tentarei superar...
Agora já posso sentir as forças dinâmicas da mudança, bem aqui dentro de mim.
Meu amor... Eu te renuncio por amor á minha vida.
Um dia de cada vez, HOJE, eu te renuncio!
Texto extraído do livro" Drogas o árduo caminho da volta - coragem para mudar!"
Darléa Zacharias
Sou uma adicta, sim!
Na adolescência, me
envolvi com o álcool e já na idade adulta, conheci outras drogas. No inicio foi
uma lua de mel. Achei que havia encontrado a formula mágica para todos os meus
problemas. Usava nos fins de semana, controladamente. Gostava de ficar naquela
roda de amigos que usavam para se divertirem. Usava quando queria, até o dia em
que comecei a ser usada e a necessidade de uso tornou-se algo mais forte do que
eu. A minha vida se transformou em um grande festival de insanidades, e, aos
poucos, fui morrendo por dentro.
Sempre me prometia parar a cada besteira que
cometia. Pensava que poderia largar as drogas quando quisesse, até perceber que
eu havia me tornado uma dependente, uma adicta.
Fui internada contra minha vontade em um hospital
psiquiátrico. Lá, os médicos me diagnosticaram esquizofrênica, maníaco
depressiva e dependente químico, em último estágio. Pedi tudo. Meu casamento,
meus filhos e pelas drogas, quase perdi a vida. Eu me via completamente sem saída. Achava que
para mim era o fim. A cada dia, a cada amanhecer, eu necessitava de mais doses
para anestesiar a dor de viver e encarar a minha fracassada realidade.
Quando saí da minha última internação, conheci os
grupos de mútua ajuda. Lá, encontrei pessoas com diferentes períodos de tempo
limpo. Elas estavam sem usar drogas a dias, meses e até mesmo a anos e viviam
felizes por isso. Me explicaram que o programa era de identificação. E, que eu
poderia me recuperar ali também, junto deles, se quisesse. Falaram-me sem
rodeios sobre a doença da adicção. Disseram que ela é progressiva, incurável e
fatal, que mata desmoralizando. Me explicaram, que o adicto era todo homem ou
toda mulher cuja vida fosse controlada pelas drogas.
Eu nunca havia ouvido falar nesta palavra:
ADICÇÃO. Disseram-me que a adicção é a doença da compulsão e obsessão. Para um
adicto, uma dose era demais e mil não bastavam. Então, percebi que obsessão era
aquela idéia fixa, que me levava sempre de volta a primeira dose, mesmo sem
querer, e a compulsão era o que acontecia comigo quando usava alguma substancia
que alterasse o meu humor e eu não conseguia mais parar. Percebi que eu era
como uma escrava mesmo. Uma REFÉM DO USO.
Havia algo de diferente em meu organismo, e eu não sabia muito bem o que era. Mas, sei que de algum modo, eu era diferente das outras pessoas que usavam comigo. Elas conseguiam usar drogas e voltar para suas casas. Retomavam suas vidas, e eu, não conseguia. Vivia sempre querendo mais uma dose para tapar o enorme vazio que as drogas me deixavam na volta. Nada me bastava! Nem um choppinho, nem um baseadinho, nem um tequinho. Tudo que era inho, terminava em ao, sempre! Após conhecer os grupos da mútua ajuda, podia entender o que era. Era uma espécie de alergia mortal as drogas! Perguntei aos membros mais antigos como se contraía aquela doença e me disseram que ninguém sabia ao certo. Nenhum estudo científico poderia explicar como se adquiria a doença adicção. E, que isso era o que menos importava naquele momento. Que o essencial era tratar urgentemente a doença e entender que a recuperação era possível, através dos 12 passos. Naquela altura dos fatos, não mais me importava saber como tudo aquilo aconteceu. Eu não tinha escolha, ou parava de usar rápido ou morreria dos horrores da adicção ativa. Comecei a voltar as reuniões e vi o primeiro brilho em meus olhos despontar. Recuperei a auto - estima, desejo de mudar e principalmente vontade de viver. Comecei a trabalhar, fiz cursos, recuperei meus filhos, me casei- me novamente... Escrevi um livro, onde conto tudo que passei e está ajudando milhares de pessoas.
Havia algo de diferente em meu organismo, e eu não sabia muito bem o que era. Mas, sei que de algum modo, eu era diferente das outras pessoas que usavam comigo. Elas conseguiam usar drogas e voltar para suas casas. Retomavam suas vidas, e eu, não conseguia. Vivia sempre querendo mais uma dose para tapar o enorme vazio que as drogas me deixavam na volta. Nada me bastava! Nem um choppinho, nem um baseadinho, nem um tequinho. Tudo que era inho, terminava em ao, sempre! Após conhecer os grupos da mútua ajuda, podia entender o que era. Era uma espécie de alergia mortal as drogas! Perguntei aos membros mais antigos como se contraía aquela doença e me disseram que ninguém sabia ao certo. Nenhum estudo científico poderia explicar como se adquiria a doença adicção. E, que isso era o que menos importava naquele momento. Que o essencial era tratar urgentemente a doença e entender que a recuperação era possível, através dos 12 passos. Naquela altura dos fatos, não mais me importava saber como tudo aquilo aconteceu. Eu não tinha escolha, ou parava de usar rápido ou morreria dos horrores da adicção ativa. Comecei a voltar as reuniões e vi o primeiro brilho em meus olhos despontar. Recuperei a auto - estima, desejo de mudar e principalmente vontade de viver. Comecei a trabalhar, fiz cursos, recuperei meus filhos, me casei- me novamente... Escrevi um livro, onde conto tudo que passei e está ajudando milhares de pessoas.
Hoje, sou livre, sou gente e estou de volta a
sociedade. Aprendi a me amar e a valorizar cada momento da minha vida, pois ele
é único.
É possível voltar a viver e ser feliz, basta
querer!
A dor é inevitável, mas o sofrimento é puramente opcional.
Viver é tão simples... Mas, ás vezes, PARECE mais fácil complicar, só parece mesmo...
Existe uma segurança distorcida no sofrimento, que nos parece muito familiar. É muito mais fácil ficar dando murros em ponta de faca, e correndo atrás do próprio rabo, como um cachorro louco, do que abrir mão do velho trilho da destruição e do controle, que tanto nos faz sofrer.
Se existe uma soma exacta entre números similares, não tem jeito do resultado ficar inexacto. Mas, achamos, que após batermos cabeça, pensarmos incansavelmente até queimar nossas mufas, que conseguiremos um resultado diferenciado. Não... Não podemos mudar o que tiver que ser. Não podemos ficar brincando de Deus, o tempo todo, isso é a loucura mais desgastante da dignidade. Praticamente um eufemismo da alma. Somos seres humanos limitados, frágeis, confusos, e precisamos agir como tal, para evitarmos mais dor de viver do que já temos.
Precisamos da fé e de direção divina. Precisamos ficar por alguns instantes quietos,longe do barulho de nossos pensamentos, para que possamos escutar a voz da razão. Aquela voz que muitos chamam de instinto, eu prefiro chamar de voz de Deus...
Se não aquietarmos nossas mentes, e sairmos do meio da confusão, não conseguiremos chegar a lugar nenhum, NUNCA!
Somos mestres em auto sabotagem e auto engano. Pensamos que podemos controlar pessoas e situações. Como podemos pensar assim, se não conseguimos se quer encontrar direção para nossas próprias vidas?
Como calar e acalmar uma mente obcecada e adoecida pela sequência de pensamentos insanos? Na minha opinião, orando muito. Pedindo ao Deus da compreensão de cada um por fé e sanidade.
Muitas vezes, Deus quer entrar em nossas vidas e comanda-la, mas não permitimos. Fingimos não ouvir sua voz, quando diante de um problema, percebemos que não podemos mais suportar. É nesta hora, que "Ele" está a nos dizer: Deixe essa dificuldade para mim que eu resolvo...Simplesmente não ouvimos. Encaramos tudo com a cara e com a coragem, mas nos falta o essencial para concluirmos nossa missão: A fé! Então preferimos a covardia e o isolamento da perseverança.
Choramos, resmungamos, nos descabelamos e esquecemos que nada é no nosso tempo, mas sim, no tempo de Deus. Nenhuma folha sequer, cai de uma árvore sem que seja da vontade "Dele", isso é fato.
Aí, percebemos que até complicar é complicado demais para nós. O melhor a fazer é aceitar. Admitir que somos impotentes perante coisas, pessoas e lugares. Sair da frente e deixar Deus passar é o mais sensato, sempre! Muitas causar foram ganhas com a rendição. Bater em retirada, nem sempre significa desistência, mas significa preservação da nossa integridade e sabedoria. Não podemos mudar o mundo, só podemos mudar a nós mesmos, se quisermos é claro!
A dor é inevitável, mas o sofrimento é puramente opcional.
Darléa Zacharias
* Texto com direitos autorais
Entrevista para o Jornal Uni Niteroí- Jornalista Roberta Souza
Entrevista com a autora Darléia Zacharias. Livro Drogas o árduo caminho de volta.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conflitos, desilusões, crescimento conturbado, fuga, drogas.
Esta autobiografia é o exemplo perfeito de como uma vida pode começar completamente conturbada, seguir por caminhos tortuosos, se perder por completo, conhecer a morte de perto, mas conseguir se encontrar, abraçar uma fé imprescindível no amor de Deus e na vida e buscar novos caminhos para se manter longe das drogas. Darléia sentiu na pele o lado obscuro do ser humano, se entregou à morte, mas superou suas dificuldades, suas compulsões e reescreveu sua história.
(Leiam com atenção, temos sempre alguém que conhecemos passando por esta situação)
P: Em sua obra, você deixa bem claro que procura não acusar ninguém ou colocar culpa em ninguém para motivar sua fuga da realidade e seu início nas drogas. Em sua opinião a criação e o cuidado na educação podem afetar a entrada de pessoas no mundo das drogas?
R: Sim, não posso mais culpar pessoas lugares e coisas pelo meu uso de drogas, este foi um comportamento destrutivo que ficou lá no passado.
Passei toda a minha vida tentando encontrar uma justificativa para meu uso e me auto fragelar.
Usei as desculpas mais absurdas para levar adiante uma vida de insanidades. Hoje em recuperação, tendo que olhar vida com responsabilidade e assumir minha parcela de culpa, sem cobrar nada de ninguém, sem ressentimentos.
Eu que fui até um ponto de venda de drogas e comprei minha morte à prestação.
Um suicídio lento e insano. E, para me recuperar eu precisava retirar o véu da ignorância. Ver que as pessoas me deram o que elas podiam me dar, das suas próprias maneiras, a maneira como recebi isso que foi distorcida pela minha mente adoecida.
Cansei de cobrar dos outros coisas que somente eu poderia me dar como: Amor, carinho, atenção e respeito próprio.
Hoje, sei que sou responsável pela minha vida e pela minha recuperação, não me cabe mais tentar encontrar culpados, mas fazer parte da solução. Me perdoando e perdoando as pessoas que passaram pela minha vida. Só assim, sem mágoas a minha caminhada ficará mais leve e poderei prosseguir em paz. Perdoar a si mesmo e aos outros é um ato de amor consigo mesmo.
P: para motivar sua fuga da realidade e seu início nas drogas. Em sua opinião a criação e o cuidado na educação podem afetar a entrada de pessoas no mundo das drogas?
R: Vim de uma família empobrecida emocionalmente. Fui criada em um lar em desarmonia e confuso. Vejo que eu poderia ter sido melhor orientada. Mas minha família fez o que achava que era melhor para mim, mesmo que na realidade não fosse. Por outro lado, vejo pessoas que foram educadas em lares estruturados e mesmo assim, torna-se adictos(usuários de drogas).
A adicção é uma doença comportamental, e o desenvolvimento independe de classe social. Ela é uma doença da família, pois apesar de não ser contagiosa é completamente contagiante.
É claro que uma família presente, um lar onde exista um diálogo honesto e sincero, amor, contribuí para a formação de um adulto mais seguro e menos tendencioso ao uso de droga. Conheço pessoas que foram criadas a esmo e nunca usaram drogas, já outros, que foram criados em lares harmoniosos, religiosos, com amor, carinho, diálogo e se tornaram ferrenhos usuários, realmente é um paradoxo, a adicção não discrimina.
P: Quais foram os momentos mais difíceis para você no processo de limpeza do seu organismo?
R. O início da recuperação foi bem complicado. Passei por momentos em que pensei que não fosse conseguir ficar limpa. As crises de abstinência me consumiam.
Confusão mental, dores musculares, cansaço, apatia, coceiras e dores de cabeça constante, me esgotavam física, mental e espiritualmente. Pensar no futuro, em como seria minha vida sem as drogas me deixava desesperada. Este processo durou três meses, até que comecei a desenvolver uma fé em um Deus amoroso, que não tinha nada haver com religião, mas sim com uma força descomunal que tinha dentro de mim, e eu não enxergava, ela era encoberta pelo desespero do uso.
Esse Deus, me carregou no colo nos momentos em que eu não tinha mais forças.
Procurei compreender que o processo de recuperação era lento, dolorido, mas completamente possível. Entendi que o futuro era algo inusitado e que eu só poderia viver o presente, um dia de cada vez. Comecei a fazer acontecer, vivendo sem pensar no amanhã. Fazendo por mim só as coisas que eu poderia fazer naquele dia. Sem planos, construindo metas e esquecendo as expectativas, mudei o rumo da minha história.
Recomeçar do nada, morrendo de medo da vida, não é fácil... Mas, percebi que se eu pedisse ajuda a outras pessoas que já haviam passado pelo mesmo que passei e estavam conseguindo, eu também poderia reescrever a minha história.
P: Você é vitoriosa e sempre foi protegida por Deus, infelizmente muitas pessoas não têm a mesma "sorte". Sua obra é um relato sério e bem explícito sobre verdades muitas vezes escondidas. Você sente que consegue tocarpessoas "perdidas" nas drogas com suas palavras?
R: Sinto que sou uma privilegiada em estar limpa. Eu poderia ser apenas mais uma anônima nesta triste trajetória de uso de drogas. Pessoas que vivem e morrem sem conhecer uma maneira limpa e digna de viver. Mas, eu busquei e ainda busco reformulação de vida e recuperação para esta doença que não tem cura, mas pode, através da completa abstinência, ser detida em algum ponto.
Muitas vezes, é melhor não mostrar a realidade do uso de drogas. Muitas pessoas sofrem com a dependência química pensando que estão sozinhas nesta guerra e não estão. Droga é mais comum do que se pensa. As drogas são o mal do século. Estamos vivendo uma epidemia e seria egoísmo da minha parte ter vivido tudo que vivi e não compartilhar com os outros um pouco de esperança. Levar esta mensagem de que é possível parar de usar, perder o desejo de usar e encontrar uma nova maneira de viver, basta querer.
Esta doença mortal, não afeta só aqueles que vivem a margem da sociedade, ou o filho da vizinha e o da empregada. Ela entra traiçoeiramente em nossas vidas, e em um piscar de olhos, dizima a nossa família.
Meu livro fala disso, exatamente sobre isso: Esperança!.
Pela vida maravilhosa que levo hoje, seria mais fácil tentar esquecer o que vivi, deixando todo este passado de miséria com as drogas bem escondido embaixo do tapete. Mas isso seria puro egoísmo. E, compartilhar o que passei e como venho me recuperando é um ato de coragem e gratidão a Deus.
Meu livro está ajudando muita gente. Pessoas que um dia perderam a esperança, mães desesperadas que buscam tentar entender como puderam perder seus filhos para as drogas, apesar de todos os seus esforços. Recebo todos os dias dezenas de e-mails de pessoas me agradecendo por compartilhar a minha história. Estas pessoas estão conseguindo também, isso para mim, não tem preço.
P: Um dia de cada vez. Hoje sua vida é completa e cheia de felicidade, se a Darléia de hoje pudesse escrever uma carta para a Darléia nas drogas, o que você diria a ela?
R: Primeiramente eu tentaria olhar para aquela Darléa com olhos de misericórdia, pois ninguém em sã consciência quer uma vida miserável dessa para si. Tentaria me aproximar com cautela, daria amor, mas também seria dura quando fosse necessário.
Diria a ela que não importa em que ponto de degradação tenha chegado, sempre é possível reverter, basta querer. E, para se render é preciso dar o primeiro passo, pedindo ajuda e admitindo que sua vida está incontrolável. Pediria a ela que não desistisse de si mesma e que existe uma vida bacana para se viver, independente de qualquer coisa. Uma vida nova, limpa e digna, cheia de desafios e novidades. Que é possível mudar o rumo da própria história. Que ela deve se amar, e se autoaceitar e acreditar que o melhor ainda está por vir. E, que nada nesta vida é definitivo e para atitude positiva da parte dela, a vida retribuirá com um sorriso.
Falaria para ela erguer a cabeça e se colocar de pé, mesmo que não saiba para onde ir, tentar já é um bom caminho. Tente ser feliz, a vida é feita para isso.
Drogas não são e nunca serão sinônimo de diversão e felicidade, pelo contrário, ela só causa desespero e dor, mesmo que a longo prazo. O final do uso é prisão, instituição e morte, não necessariamente nesta ordem. Ás vezes a morte pode vir primeiro... Falaria para ela acordar para a vida enquanto é tempo, pois quem não abraça a felicidade quando ela chega, não adianta chorar quando ela for embora.
Força, fé e esperança sempre, pois eu acredito em você!
P: Sua escrita é clara e agradável, realmente você tem um lindo dom. Conte-nos sobre seu novo livro.
R: Tentei escrever um livro de linguagem simples e coloquial. Onde qualquer pessoa pudesse suprir suas necessidades de informações sobre este tema tão complexo.
O livro tem uma mensagem forte e dinâmica, que prende o leitor pela veracidade dos fatos, sem restrições de idade para leitura.
Já em meu segundo livro, ainda em fase de acabamento, falarei sobre codependência e sobre outras histórias verídicas de superação ou não.
Sei que tenho uma missão e estou feliz em poder ajudar outras pessoas a encontrarem o caminho da recuperação.
Sua mensagem final:
A vida não para de acontecer. O tempo é hoje, agora!
Não existe caminho sem volta. Nosso caminho nós mesmos traçamos aqui neste momento.
Nesta vida somos meros aprendizes dos nossos próprios erros.
Só temos uma certeza: a de que um dia morreremos, então que possamos viver esta vida, que nos foi emprestada por Deus amoroso da melhor maneira possível.
As drogas nos fazem covardes e omissos. Nos tornamos passionais e permissivos. Aceitamos a condição de escravos usando para viver e vivendo para usar. Mas, não nascemos para sermos escravos do químico e dos nossos maus comportamentos. Temos escolha quando decidimos não sermos mais controlados.
Podemos optar pela vida e pelo novo que se inicia, a cada dia. Esqueça aquela velha e mentirosa frase que diz: Pau que nasce torto não tem jeito. Não somos madeira, somos humanos e plenamente capazes de discernir o que nos fará um perdedor ou um vencedor. E, as drogas sempre nos fará perder em alguma área de nossa vida. Não importa o tempo que levará, chegaremos ao fundo de poço quando descobrirmos que não funcionamos como seres humanos com ou sem droga. Com o uso, nos tornaremos sobreviventes, envoltos ao caos da desesperança.
Nascemos livres e limpos e deturpamos tudo. Buscamos subterfúgios para nossas dores nas drogas, nos tornando irresponsáveis e complacente com a derrota. Mas, só poderemos nos reencontrar quando voltarmos a estaca zero, e rendidos, aceitarmos que não é possível usar droga e ser feliz!
A vida está em nossas mãos, o que decidiremos hoje? Ser feliz ou amargar na frustração?
Não falo de adicção cientificamente, mas falo com a propriedade de quem um dia viu a morte de perto e só quem passa por isso é quem sabe como dói, ser uma fantoche, um brinquedo nas mãos do palhaço. Todos sofrem com um adicto na adicção ativa, mas só quem vivencia os horrores da adicção, pode entender o quanto é difícil este caminho.
Mas, para nos recuperarmos não podemos nos agarrar ao fato de que é dolorido demais olhar a vida sem anestésicos. Temos que nos concentrar no leque de possibilidades e nas probabilidades de nos tornarmos pessoas melhores para nós mesmos e para os que nos cercam, vivendo sadio, livre e limpos, sem medo de ser feliz.
Se você conhece alguém que tenha problemas com drogas, sugira os grupos de mútua ajuda, que seguem a filosofia de vida baseada em 12 passos. Lá, já vi vários milagres acontecerem, inclusive eu sou um deles. Funciona mesmo!
Dados Técnicos:
Drogas. O Árduo Caminho de Volta. Coragem para Mudar!
Darléia Zacharias
Editora Brasport
16x23cm 208pp R$37,90
Ajuda aos familiares de dependentes(Nar-Anon)
O Nar-Anon é um programa de Doze Passos cujo único propósito é ajudar os familiares e amigos de adictos a se recuperar emocionalmente dos prejuízos causados pelo uso de drogas de um ente querido.
O programa do Nar-Anon focaliza a família do dependente. Qualquer que tenha sido a causa inicial, a família do dependente pode facilmente agravar o problema.
O NAR-ANON ajuda a família a adquirir compreensão do problema da dependência química como uma doença e a possível contribuição dela como provocadora e facilitadora. Os membros do NAR-ANON acreditam que a melhor maneira de ajudar o dependente desorientado é modificando suas próprias atitudes.
Nas reuniões dos grupos o propósito do NAR-ANON é alcançado pelos mesmos mecanismos de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, através da identificação com pessoas que passaram, ou estão passando, por experiências semelhantes - numa atmosfera de apoio, protegida pelo anonimato. A mensagem de NAR-ANON é compatível com várias formas de ajuda ao alcance do dependente ou de sua família.
O programa dos Grupos Familiares Nar-Anon é adaptado dos Alcoólicos Anônimos (A.A.) e tem como princípios os Doze Passos e Doze Tradições do Nar-Anon.
O único requisito para ser membro Nar-Anon é que exista um problema de adicção num parente ou amigo.
Nos grupos familiares NAR-ANON nós nos reunimos para:
Aprender que a dependência química (adicção) é uma doença
Compartilhar nossas dificuldades
Substituir o desespero pela esperança
Melhorar o relacionamento familiar
Readquirir auto-confiança
Se o uso de drogas é um problema em sua família, procure conhecer o trabalho desenvolvido pelos Grupos Familiares Nar-Anon do Brasil. Eles existem com a finalidade de prestar ajuda aos familiares e amigos de adictos, ajudando-os a substituir o desespero pela esperança.
Nosso programa é adaptado dos Doze Passos e Doze Tradições dos Alcoólicos Anônimos (AA). Nossos grupos familiares são auto-sustentados através da contribuição voluntária dos seus membros.
O Nar-Anon não é filiado a qualquer seita, religião, entidade política, organização ou instituição estatal, não entra em controvérsia, nem apoia ou se opõe a qualquer causa.
Nosso único propósito é ajudar os familiares e amigos de adictos a se recuperarem emocionalmente dos prejuízos causados pelo uso de drogas de alguém.
O único requisito para ser membro Nar-Anon é que exista um problema de adicção num parente ou amigo. Se você está preocupado com o uso de drogas de um familiar ou amigo, fique à vontade para navegar pelo nosso site e obter mais informações sobre a nossa programação e conhecer os meios de participar de nossas reuniões em uma localidade próxima de sua residência.
Grupos de Nar-Anon no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro você encontra o Nar-Anon em:
GRUPOS FAMILIARES NAR-ANON DO BRASIL
SINARJ - Serviço de Informação Nar-Anon/Narateen do Rio de Janeiro
Rua 1º de Março 125 - sala 801
Rio de Janeiro - RJ
CEP 20010-000
Linha de ajuda: 21/2516-0057
Linha de ajuda em Volta Redonda: 24/3342-8871
Clique aqui para obter um impresso de Informação ao Público
email: sinarj@ig.com.br
http://www.naranon.org.br/default.asp?cod=1&cod_idioma=1
Quem sou eu?
Meu nome é Darléa,sou carioca, tenho dois filhos e uma marido maravilhoso. Tenho uma vida abençoada por Deus.
Sei que tenho muito mais do que mereço e agradeço a cada dia a chance que tive de zerar os contadores da vida e trilhar por um novo caminho.
Só por hoje!
A minha história não é diferente daquelas de milhares de pessoas, espalhas pelo mundo. Muitas dessas pessoas, morrem no obscuro anonimato, e nas piores decadências físicas, morais, mentais e espirituais sem saberem que existe esperança e que é possível parar de usar, perder o desejo e encontrar uma nova maneira de viver.
Na adolescência, me envolvi com o álcool e já na idade adulta, conheci outras drogas. No inicio, foi uma lua de mel. Achei que havia encontrado a formula mágica para todos os meus problemas. Usava nos fins de semana, controladamente. Gostava de ficar naquela roda de amigos que usavam para se divertirem. Usava quando queria, até o dia em que comecei a ser usada e a necessidade de uso, tornou-se algo mais forte do que eu. A minha vida se transformou em um grande festival de insanidades, e, aos poucos, fui morrendo por dentro. Sempre me prometia parar, a cada besteira que cometia. Pensava que poderia largar as drogas quando quisesse, até perceber que eu havia me tornado uma dependente, uma adicta. Fui internada contra minha vontade, em um hospital psiquiátrico. Lá, os médicos me diagnosticaram esquizofrênica , maníaco depressiva e dependente químico, em ultimo estágio. Pedi tudo, meu casamento, meus filhos e pelas drogas quase perdi a vida. Eu me via sem saída. Achava que para mim era o fim. A cada dia, a cada amanhecer eu necessitava de mais doses para anestesiar a dor de viver e encarar minha realidade.
Quando saí da minha última internação, conheci os grupos de mútua ajuda. Lá encontrei pessoas com diferentes períodos de tempo limpo. Elas estavam sem usar drogas e viviam felizes. Me explicaram que o programa era de identificação e que eu poderia me recuperar, se quisesse. Falaram-me sobre a doença da adicção e que ela é progressiva, incurável e fatal, que mata desmoralizando.
Me explicaram, que o adicto era todo homem ou toda mulher cuja vida fosse controlada pelas drogas.
Eu nunca havia ouvido falar nesta palavra: ADICÇÃO. Disseram-me que a adicção é a doença da compulsão e obsessão.
Para um adicto, uma dose é demais e mil não bastam. A obsessão era aquela idéia fixa, que me levava sempre de volta a primeira dose e a compulsão era o que acontecia comigo quando usava alguma coisa que alterasse o meu humor, eu não conseguia mais parar. Percebi que eu era como uma escrava, REFÉM DO USO.
Havia algo de diferente em meu organismo, que eu não sabia muito bem o que era, mas, sei que de algum modo, eu era diferente das outras pessoas que usavam comigo. Muitas delas, conseguiam usar drogas e voltar para suas casas, retomavam suas vidas, eu não conseguia e sempre queria mais uma dose para tapar o vazio que as drogas me deixava.
Nada me bastava.
Após conhecer os grupos da mútua ajuda, podia entender o que era. Era uma espécie de alergia mortal as drogas!
Perguntei aos membros mais antigos como se contraía aquela doença e me disseram que ninguém sabia ao certo. Nenhum estudo científico poderia explicar como se adquiria a doença adicção. E, que isso era o que menos importava naquele momento. Que o essencial era tratar a doença e que a recuperação era possível, através dos 12 passos.
Não importava saber como ela aconteceu, eu não tinha escolha, ou parava de usar ou morreria.
Comecei a voltar as reuniões, e vi o primeiro brilho em meus olhos despontar. Recuperei a auto - estima, vontade de mudar e principalmente de viver. Comecei a trabalhar, fiz cursos, recuperei meus filhos, me casei novamente... Escrevi um livro, onde conto tudo que passei. E, este livro está ajudando milhares de pessoas. Hoje, sou livre, sou gente e estou de volta a sociedade.
Aprendi a me amar e a valorizar cada momento da minha vida, pois ele é único.
É possível voltar a viver, basta querer!
Obrigado,
só por hoje!
Na adicção ativa...
Eu não sabia que a adicção era uma doença. Eu achava que era uma pessoa extremamente odiosa pelas coisas insanas que fazia.
Achava que sofria de uma má formação congênita e de mal caratismo incurável!
Eu sentia muita saudade da minha vida, mas não via realmente esperança de voltar a vivê-la.
Eu sabia que aquele caminho das drogas me levaria para a morte. Pois, cada vez que eu saia de casa, achava que seria a ultima e que não voltaria mais.
Pensava que eu morreria de tiro e que queimariam meu corpo ou qualquer outra coisa hedionda e pasmem... EU NÃO ME IMPORTAVA!
Estava disposta a pagar o preço que fosse para prosseguir com meu uso, mesmo que o preço fosse a minha própria vida.
Hoje, em recuperação descobri que minha vida tem valor e eu tenho muito valor diante da vida.
Não sou mais mera espectadora do destino.
Não sou mais fruto das minhas insanidades.
Sou feliz, sou gente!
Eu mereço tudo de bom que a vida puder me oferecer.
Não estou mais sobrevivendo.
HOJE, vivo e vivo muito bem, obrigada.
Aprendi a ter responsabilidade e carinho com a minha vida!
SÓ POR HOJE!
Minha rendição
“Não cabe a nós encontrar os motivos que levaram uma pessoa ao uso e sim, ajudá-lo a encontrar o caminho da recuperação. Não procurei encontrar diagnósticos e respostas convincentes para minha adicção, mas, sim ajuda. Pois, era isso que eu precisava.”
Eu já estava cansada de procurar respostas nos outros. Ansiar que todos os meus questionamentos da vida fossem desvendados. Estava cansada de procurar esperança e quando a encontrava, não conseguir me agarrar a ela. Então, desistia no meio do caminho, sem esperar o milagre acontecer.
Eu sempre tinha um por que da questão e mil perguntas sem respostas convincentes.
Eu sempre interpretava tudo do meu jeito, da maneira que melhor me conviesse entender e por fim, desistia de procurar algo que me convencesse a não usar e justificava cada vez mais o meu uso de droga, por não compreender o que se passava comigo. Até que um dia, já em completo desespero tive que acreditar na historia de outras pessoas, para reunir forças e começar a acreditar e admitir minhas próprias falências. Para mim, não haveria mais condições de me enganar... EU ERA UMA ADICTA e isso era incontestável.
E, o que menos importava naquele momento era saber como adquiri essa doença da obsessão e compulsão. O que deveria ser feito urgentemente era um pedido de ajuda, antes que fosse tarde demais.
Não foi fácil chegar a este denominador comum: foram as drogas e minha adicção desenfreada, que me levaram a fundo de poço. Então, já sem argumentos e sem forças para mais uma vez retrucar, me rendi a recuperação e admiti que havia perdido totalmente o controle... Que eu não sabia viver.
Ao fazer isto, comecei a desfrutar de uma vida nunca antes imaginada. Troquei desespero por esperança e medo por fé. Revi meus conceitos e valores, fui mudando, dia após dia. Coloquei minha recuperação em primeiro lugar e abandonei antigos hábitos, amigos desfavoráveis a minha recuperação e que não condiziam com a minha nova maneira de viver. Conheci novas pessoas, novos lugares... Aprendi a me amar e a amar meu próximo. Comecei a amar a vida e a apreciar a beleza que ela me oferta todos os dias.
Percebi que meu dia só depende de mim e para onde meu foco estará direcionado.
Te pergunto: Você já abraçou uma arvore? Sabe o quanto de energia ela pode transmitir? Isso é de graça! A natureza não te cobra nada. Assim como a vida, ela só pede que você de um passo em direção a ela, para que possa te suprir de coisas boas. Sempre incondicionalmente, só depende de permitirmos e deixarmos sua força revitalizadora suprir nossas necessidades.
NUNCA É TARDE PARA DAR O PRIMEIRO PASSO RUMO A FELICIDADE!
Eu já estava cansada de procurar respostas nos outros. Ansiar que todos os meus questionamentos da vida fossem desvendados. Estava cansada de procurar esperança e quando a encontrava, não conseguir me agarrar a ela. Então, desistia no meio do caminho, sem esperar o milagre acontecer.
Eu sempre tinha um por que da questão e mil perguntas sem respostas convincentes.
Eu sempre interpretava tudo do meu jeito, da maneira que melhor me conviesse entender e por fim, desistia de procurar algo que me convencesse a não usar e justificava cada vez mais o meu uso de droga, por não compreender o que se passava comigo. Até que um dia, já em completo desespero tive que acreditar na historia de outras pessoas, para reunir forças e começar a acreditar e admitir minhas próprias falências. Para mim, não haveria mais condições de me enganar... EU ERA UMA ADICTA e isso era incontestável.
E, o que menos importava naquele momento era saber como adquiri essa doença da obsessão e compulsão. O que deveria ser feito urgentemente era um pedido de ajuda, antes que fosse tarde demais.
Não foi fácil chegar a este denominador comum: foram as drogas e minha adicção desenfreada, que me levaram a fundo de poço. Então, já sem argumentos e sem forças para mais uma vez retrucar, me rendi a recuperação e admiti que havia perdido totalmente o controle... Que eu não sabia viver.
Ao fazer isto, comecei a desfrutar de uma vida nunca antes imaginada. Troquei desespero por esperança e medo por fé. Revi meus conceitos e valores, fui mudando, dia após dia. Coloquei minha recuperação em primeiro lugar e abandonei antigos hábitos, amigos desfavoráveis a minha recuperação e que não condiziam com a minha nova maneira de viver. Conheci novas pessoas, novos lugares... Aprendi a me amar e a amar meu próximo. Comecei a amar a vida e a apreciar a beleza que ela me oferta todos os dias.
Percebi que meu dia só depende de mim e para onde meu foco estará direcionado.
Te pergunto: Você já abraçou uma arvore? Sabe o quanto de energia ela pode transmitir? Isso é de graça! A natureza não te cobra nada. Assim como a vida, ela só pede que você de um passo em direção a ela, para que possa te suprir de coisas boas. Sempre incondicionalmente, só depende de permitirmos e deixarmos sua força revitalizadora suprir nossas necessidades.
NUNCA É TARDE PARA DAR O PRIMEIRO PASSO RUMO A FELICIDADE!
Força, fé e esperança é o que me mantém viva hoje.
"Não fui eu que inventei a palavra “adicção”. Inclusive, ela soou estranha aos meus ouvidos, a primeira vez que a ouvi. E, ao ouvi-la, pensei: adicto?... Que palavra é esta? Será que é um apelido “bonitinho” que arranjaram para viciados? Fui até o dicionário e lá estava escrito: adicto : ESCRAVO, DEPENDENTE, APEGADO. Me identifiquei na hora e pensei: poxa... Eu era isso mesmo em minha adicção ativa. Escrava dos meus sentimentos e PRISIONEIRA dos meus pensamentos. Obsessiva e compulsiva, em todas as áreas da minha vida.
Em algum momento insano de minha existência, entre o vão da razão e emoção, capotei. Me apeguei a droga de uma forma irresponsável, estúpida e totalmente inconseqüente. Coloquei o uso de drogas acima de tudo e todos. E, principalmente, acima de eu mesma.
Vivi cada momento para usar e usava para sobreviver, na esperança de anestesiar meus sentimentos e esquecer-me quem eu era na verdade.
Cheguei bem depressa até onde um ser humano, que tem o mínimo de dignidade, jamais deveria chegar. Baixei minha cabeça em sinal de submissão ao chamado da miséria e da falência física, mental, moral e espiritual. Cheguei a um nível quase animalesco. Mas, por um milagre, sobrevivi.
Conto-lhes então, minha historia, como ser vivente e em eterno aprendizado.
Não sou um espírito efêmero, psicografando uma passagem de sofrimento, pelo plano terreno. Sou de carne e osso. Sou uma pessoa que sorri e chora ... Que ama e vive intensamente cada minuto e segundo que ainda me restam, tentando ser uma pessoa melhor.
Procuro de alguma forma, enviar palavras de perseverança a pessoas que buscam algo para se agarrar. Na esperança de superarem a dor causada pelo uso. Sei que procuram algo que as façam acreditar, embora desacreditadas, que o melhor está por vir, e que, independentemente de qualquer coisa, SEMPRE HAVERÁ ESPERANÇA.
Procuro dividir o que tenho em pequenas partes e doar generosamente o grande presente que ganhei de Deus:
“A chance de recomeçar”.
Enquanto existir vida, haverá perspectivas infindas de dias melhores, ACREDITE!
Força, fé e esperança é o que me mantém viva hoje.
Em algum momento insano de minha existência, entre o vão da razão e emoção, capotei. Me apeguei a droga de uma forma irresponsável, estúpida e totalmente inconseqüente. Coloquei o uso de drogas acima de tudo e todos. E, principalmente, acima de eu mesma.
Vivi cada momento para usar e usava para sobreviver, na esperança de anestesiar meus sentimentos e esquecer-me quem eu era na verdade.
Cheguei bem depressa até onde um ser humano, que tem o mínimo de dignidade, jamais deveria chegar. Baixei minha cabeça em sinal de submissão ao chamado da miséria e da falência física, mental, moral e espiritual. Cheguei a um nível quase animalesco. Mas, por um milagre, sobrevivi.
Conto-lhes então, minha historia, como ser vivente e em eterno aprendizado.
Não sou um espírito efêmero, psicografando uma passagem de sofrimento, pelo plano terreno. Sou de carne e osso. Sou uma pessoa que sorri e chora ... Que ama e vive intensamente cada minuto e segundo que ainda me restam, tentando ser uma pessoa melhor.
Procuro de alguma forma, enviar palavras de perseverança a pessoas que buscam algo para se agarrar. Na esperança de superarem a dor causada pelo uso. Sei que procuram algo que as façam acreditar, embora desacreditadas, que o melhor está por vir, e que, independentemente de qualquer coisa, SEMPRE HAVERÁ ESPERANÇA.
Procuro dividir o que tenho em pequenas partes e doar generosamente o grande presente que ganhei de Deus:
“A chance de recomeçar”.
Enquanto existir vida, haverá perspectivas infindas de dias melhores, ACREDITE!
Força, fé e esperança é o que me mantém viva hoje.
Cada dia a vida te oferece uma página em branco no livro da tua existência.
Teu passado já está escrito e não podes corrigir-lo; em suas páginas amarelas
podes encontrar a tua história, algumas com suaves cores, outras com escuros
motivos...
Lindas recordações...
E... páginas que gostarias de arrancar para sempre...
Neste dia tens a oportunidade de escrever uma página mais.
Está unicamente em tuas mãos escolher as cores que terás, pois
mesmo que apareça algum obstáculo podes matizar de serenidade
para convertê-la numa bela experência.
Como escreverás o dia de hoje?
Só depende de tua vontade que a página do dia de hoje, no livro de tua vida,
seja uma página que no futuro possas possuir como uma bela recordação.
Se soubesses que só vais viver um dia mais, que farias?
Sem dúvida, elevarias teu pensamento para Deus e para todos os que te rodeiam.
Desfrutaria os raios de sol, da suave brisa, da alegria dos teus filhos, do amor do
marido/mulher, de tantas bençãos que a vida põe ao alcance da nossa mão que
muitas vezes não sabemos valorizar.
Desfruta este novo dia, faz um inventário mental de todas as coisas boas que existem
na tua vida e vive cada hora com bom ânimo, dando o melhor de ti, não prejudiques
ninguém, sente-te feliz por estar vivo, de poder presentear um sorriso, de oferecer tua
mão e tua ajuda generosa.
Nunca é tarde para mudar o rumo e começar a escrever páginas de felicidade e paz
no livro da vida.
Agradece a Deus o presente que te dá hoje e a oportunidade de converter este dia numa
página belo do livro de tua existência.
Recorda que, apesar de todas as situações adversas, está unicamente nas tuas mãos viver
o dia de hoje...
...como se fosse o primeiro, o último, ou o único livro da tua vida.
Que todos os teus dias sejam de felicidades e recheados de muita Paz!
Viva!!!
Teu passado já está escrito e não podes corrigir-lo; em suas páginas amarelas
podes encontrar a tua história, algumas com suaves cores, outras com escuros
motivos...
Lindas recordações...
E... páginas que gostarias de arrancar para sempre...
Neste dia tens a oportunidade de escrever uma página mais.
Está unicamente em tuas mãos escolher as cores que terás, pois
mesmo que apareça algum obstáculo podes matizar de serenidade
para convertê-la numa bela experência.
Como escreverás o dia de hoje?
Só depende de tua vontade que a página do dia de hoje, no livro de tua vida,
seja uma página que no futuro possas possuir como uma bela recordação.
Se soubesses que só vais viver um dia mais, que farias?
Sem dúvida, elevarias teu pensamento para Deus e para todos os que te rodeiam.
Desfrutaria os raios de sol, da suave brisa, da alegria dos teus filhos, do amor do
marido/mulher, de tantas bençãos que a vida põe ao alcance da nossa mão que
muitas vezes não sabemos valorizar.
Desfruta este novo dia, faz um inventário mental de todas as coisas boas que existem
na tua vida e vive cada hora com bom ânimo, dando o melhor de ti, não prejudiques
ninguém, sente-te feliz por estar vivo, de poder presentear um sorriso, de oferecer tua
mão e tua ajuda generosa.
Nunca é tarde para mudar o rumo e começar a escrever páginas de felicidade e paz
no livro da vida.
Agradece a Deus o presente que te dá hoje e a oportunidade de converter este dia numa
página belo do livro de tua existência.
Recorda que, apesar de todas as situações adversas, está unicamente nas tuas mãos viver
o dia de hoje...
...como se fosse o primeiro, o último, ou o único livro da tua vida.
Que todos os teus dias sejam de felicidades e recheados de muita Paz!
Viva!!!
O maior presente que recebemos do nosso poder superior é o nosso próprio presente, o dia de hoje é um milagre!
Nada na vida acontece em vão.
Se um dia acordar, você encontrasse, ao lado da sua
cama, um lindo pacote embrulhado com fitas coloridas,
você o abriria, antes mesmo de lavar o rosto, rasgando o
papel, curioso para ver o que havia dentro...
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito...
Então você guardaria a caixa, pensando no que fazer com
aquele presente aparentemente "inútil"... Mas no dia
seguinte, lá está outra caixa... mais uma vez, você abre
correndo, e dessa vez há alguma coisa da qual você gosta
muito... Uma lembrança de alguém distante, uma roupa
que você viu na vitrine, a chave de um carro novo, um
casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de
flores de alguém que se lembra de você...
E isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos...
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente,
uma caixa de presentes enviada por Deus, especialmente
para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma
possível! Às vezes ele vem cheio de problemas, coisas que
não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas...
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas,
alegrias, vitórias e conquistas... O mais importante é que,
todos os dias, Deus embrulha para nós, enquanto
dormimos, com todo o carinho, nosso presente:
O DIA SEGUINTE!
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que
esteja por vir... a esse dia quando acordamos, chamamos
PRESENTE... O PRESENTE de Deus pra nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos, o que
queremos... Mas Ele sempre, sempre e sempre, nos manda o
melhor, o de que precisamos, e que é sempre muito mais do
que merecemos...
Abra seu PRESENTE todos os dias, primeiro agradecendo
a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro
do " pacote". Sem dúvida, Ele não se engana na remessa
dos pacotes. Se não veio hoje o PRESENTE que você
esperava, espere... Abra o de amanhã com mais carinho,
pois a qualquer momento, os sonhos e planos de Deus pra
você chegarão, embrulhadinhos pra PRESENTE! DEUS
não atende as nossas vontades, e sim nossas necessidades.
Restituir
Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário "recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início de tua melhora...
Onde você quer chegar? Ir alto? Sonhe alto... queira o melhor do melhor...
Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.
(Carlos Drumond de Andrade)
O processo da águia
"O PROCESSO DA ÁGUIA"
"A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.Chega a viver 70 anos.Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta.O bico alongado e pontiagudo se curva.Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas:
Morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 50 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.E só após cinco meses vai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.
Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor.
Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. "
Sobre o livro
Matéria exibida no jornal O GLOBO.
Livro de ex-dependente química mostra que volta por cima é possível *
Com apenas oito anos ela começou a tomar medicação para controlar a alteração de humor causada pela hiperatividade. Na adolescência, rendeu-se ao álcool e, aos 25 anos, passou a usar cocaína. Hoje, aos 39 anos e em recuperação, Darléa Zacharias conta no livro "Drogas - O árduo caminho de volta", lançado em fevereiro pela Editora Brasport, a trajetória de adicção que quase lhe custou a vida.
Overdose, internações em hospícios, abandono da família, paralisia facial e desintegração de sua personalidade fizeram parte da realidade da ex-dependente. Uma vez livre das drogas, Darléa resolveu levar para o papel a troca de experiências que já tem na internet. No site de relacionamento Orkut ela fala sobre as dificuldades que encontrou e oferece apoio àqueles que também são afetados pelo vício, sejam eles parentes ou os próprios usuários.
Vale lembrar que duras histórias como a de Darléa, que também viraram livros, já inspiraram filmes de sucesso. “Meu nome não é Johnny” é o relato de João Guilherme Estrella, jovem bem-nascido da Zona Sul carioca que, de usuário, rapidamente passou a um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil, nos anos 90. O jovem passou por um manicômio e ficou preso durante dois anos. Hoje, Estrella é produtor musical. também foi transformado em livro e, posteriormente, levado ao cinema.
DROGAS – O ÁRDUO CAMINHO DA VOLTA traz a realidade nua e crua de uma ex-dependente sem o glamour do cinema e sem grandes astros no papel do protagonista.
Darléa é uma mulher comum, com muita coisa para contar. Quando admitiu para si que tinha um problema, venceu obstáculos e encontrou uma nova maneira de viver. A autobiografia da autora é destinada a todo tipo de público, desde que interessado numa emocionante história de vida!
"Cedo ou tarde você descobrirá a diferença entre saber o caminho e percorrer o caminho"
Viva a liberdade!
"Hoje, não drogas uso por que não quero!
Hoje, tenho escolha e só por hoje, prefiro não usar.
Simplesmente aceito minha doença!
Antes, rejeitar uma dose vinha com um não sofrido... Hoje, rejeitar uma dose vem naturalmente, sem dor.
Vou a festas, aniversários, casamentos, velórios, churrascos, praia, lanchonetes e nada me incomoda.
Quando começa a incomodar é por que à hora de ir embora chegou!
A recuperação me retirou as algemas!"
Quando entrei em recuperação, me comparei a um soldado na era romana, condenada á morte, com a cabeça presa a guilhotina. Na hora que o carrasco iniciou a execução, o rei gritou:
-Espere! Dá mais uma chance a ela!
É assim que me sinto. Sinto que fui abençoada em ter tido a chance de uma vida nova.Mas, eu me permiti!
Obrigado Deus, por mais um dia, por eu estar limpa e viva!
Pelos meus filhos, pela minha família, pelo meu despertar e pelo meu adormecer e pela minha imensa paz!
Hoje, não rolo mais na cama.
Hoje, não vivo mais de arrependimentos e lamentações.
Hoje, sou livre!
Sou uma adicta em eterna recuperação, que acredita na vida e na força de um poder superior amoroso. Que nos momentos em que eu achei que estava sozinha, ele me carregava nos braços.
Eu saí do colo da morte para celebrar a vida e isso não tem dinheiro nenhum no mundo que pague.
Escapei de um final trágico para uma vida plena.
Não é preciso viver e morrer nas garras da adicção ativa.
Existe vida após as drogas.
EXISTE RECUPERAÇÃO, BASTA QUERER!
A recuperação é possível!
Vamos retirar o véu da ignorância e encarar o problema ”drogas “de frente!
Vamos falar mais e exaustivamente neste assunto.
Vamos abordar a dependência química de uma forma que dificulte a entrada dela em nossas vidas e nos peguem desprevinidos.
Vamos falar infinitamente que drogas não é o fim da linha.
Que melhor do que conseguir sair dela é justamente não entrar.
Quero dizer-lhes que lá no fim do túnel, existe uma luz e uma voz meiga e doce, chamando para vida.
Vamos abraçar a causa e tentar ajudar quem está morrendo nas garras das drogas.
“Não tenho vergonha do que fui e nem quero um troféu por estar limpa, hoje sou um mais do que vencedora”
E, SEM DÚVIDA, SE EU PUDE PARAR DE USAR, QUALQUER UM PODE TAMBÉM!
O dependente químico não é um desavergonhado. Ele ou ela apenas precisa de ajuda. Precisa encontrar o fio da meada, para restabelecer um novo caminho. Vamos retirar o véu da ignorância e encarar o problema ”drogas “de frente!Vamos falar mais e exaustivamente neste assunto. Vamos abordar a dependência química de uma forma que dificulte a entrada dela em nossas vidas ou lares e nos peguem desprevinidos. Vamos falar infinitamente que drogas não é o fim da linha. Que melhor do que conseguir sair dela é justamente não entrar. Quero dizer-lhes que lá no fim do túnel existe uma luz e uma voz meiga e doce, chamando para vida.Vamos abraçar a causa e ajudar quem está morrendo nas drogas.
“Não tenho vergonha do que fui, hoje sou um mais do que vencedora”
E SE EU PUDE, QUALQUER UM PODE TAMBÉM!
“Não tenho vergonha do que fui, hoje sou um mais do que vencedora”
E SE EU PUDE, QUALQUER UM PODE TAMBÉM!
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