22 abril 2011


*Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.

Oração de uma mãe desesperada


Deus, meu oriente-me em minha causa, pois sei que para ti não é perdida. 
Dai-me uma gota de esperança, uma luz. 


Deus, sempre fui boa pessoa, honesta e batalhadora. Sonhei em constituir uma família e vivi por ela e para ela. Mas vi a cada dia, meu sonho de família feliz esvaindo-se de mim. Um dia adormeci e quando acordei, não gostei do que vi. 

Deparei-me com uma pessoa estranha, que ao olha-lho mais de perto, não o reconheci. Percebi que meus sonhos estavam espalhados pelo chão, tentei recolhe-lhos, mas não consegui. Vi que era tarde demais. Enquanto lutava para salva-lo, minha família ruía.


Cheguei a conclusão que perdi o controle da situação de diversas maneiras, constatei que falhei ao tentar ajudá-lo. 
Mergulhei no dissabor da perda e na corrente das mães desesperadamente desamparadas e desprovidas de esperança. 


Me sinto culpada e impotente perante a situação. 


Não sei ao certo o que eu poderia ter feito para modificar o triste quadro em que me encontro agora. Me sinto vazia e infeliz... 


Lembro-me de meu filho brincando a poucos dias atrás, com roupa de escola, correndo pelo quintal, sorridente e feliz. Hoje, vejo o sorriso de minha cria dia após dia se apagando. 


Seus brinquedos foram abandonados e trocados por doses. Daquela criança feliz e arteira, nada restou... 


Deus, em que momento do caminho meu filho se perdeu? Por que eu não estava lá? Por que ele se escondeu... 
Sempre o protegi da maneira que eu podia. Dei-lhe o melhor de mim, dos meus anos e dias, dei-lhe minha força e alegria.


Ensinei-lhe valores e dei-lhe exemplos de honestidade. 
Sonhei em fazer dele um grande homem e parti ao encontro deste sonho, mas ele era só meu, sonhei sozinha... 


Ele rejeitou tudo que lhe dei e acabou negando a si mesmo. 
Agora me vejo aqui, chorando por suas partidas bruscas, rumo a insanidade.
Senhor, dizei-me o que fiz de certo e errado. Preciso saber. Por mais dura que seja a realidade, sei que ainda posso suportar um pouco mais. 


Nada pode ser pior do que conviver com a culpa e duvida, uma dor constante que me atormenta noite e dia.


Diga-me senhor, foi brinquedos demais ou de menos? Foi dito muito sim e pouco não? Foi falta de castigo, conversas abertas e longos diálogos? Fui permissiva? Fui muito passiva? Amei demais ou de menos? Vigiei pouco ou em demasia? 


O que eu faço senhor? Choro paralisada e espero o trágico final ou luto por ele com todas as forças que ainda me restam? Já não sei mais o que fazer. 


Sinto-me confusa. Meu coração sangra e por mais que eu pense, não encontro respostas. Não consigo encontrar o fio da meada, um caminho, uma luz... 


Já perdi as contas das vezes que eu o procurei pelas madrugadas. Já chorei implorando que ele me ouvisse. Já pedi para ele deixar as drogas, me arrastei... 
Já gritei, ameacei, tranquei e nada funcionou... Tudo parece-me como sempre, e a cada dia, piora mais e mais. Nada acontece senhor e sou testemunha ocular de um suicídio profundo e lento, dia após dia.Posso ver seus cortes sangrando a alma. 


O que acontece senhor? Meu filho não me ama? Ele quer encontrar a própria morte? Quantas duvidas... Minha mente oscila sob o efeito bulmerangue da decepção. 


Quantas perguntas vazias, constantes e perturbadoras, sem respostas e esperança aparente. 
Ás vezes, quando ele aparece, me permito acreditar em suas mentiras e depois sofro por ter cedido as suas manipulações. Me sinto enganada, mas eu mesma me permito. 


Não atender a um pedido dele me parece fardo pesado e sempre cedo. Tenho que me agarrar em algo para continuar suportando, nem que seja em suas mentiras. 


Por que tenho que passar por isso meu Deus... Onde exatamente errei? 
Dei-lhe escola, apoio, ombro... mas ele virou as costas para tudo que ofertei-lhe. Esqueceu-se de mim, de si, dos amigos, dos estudos. Desistiu dos próprios sonhos para viver um pesadelo,perdeu os anseios pela própria vida... 


Senhor, quantas madrugadas não durmo. Rolo na cama sem sono, pensando onde ele está. Falo contigo de forma desesperadora, esperando uma luz e alguma resposta. 


Choro quando vejo seu lugar vazio a mesa, e me pergunto será que ele já comeu? Será que está bem? Sua vida está segura? Será que o verei de novo?


Não sei o que pensar, Senhor... Minha cabeça gira, penso que já não a mais nada a fazer, a não ser esperar por trágicas notícias. 


As vezes, choro escondida e fico amargurada quando me perguntam por ele. Choro por que sei que como mãe, eu deveria saber onde meu filho está e não sei. Então, mergulho em um poço sem saída, sem fim e sem chances de recomeço. 
Penso que cheguei ao fim da linha. Preferia morrer do que vê-lo assim em queda livre, rumo ao precipício. 


Rezo todos os dias para que ele não fique preso nos braços da morte. 
Senhor, por favor, tu que amaste seu filho, mas o entregaste ao sacrifício, me oriente e não o tire de mim. Daí-lhe uma outra chance. Ele era uma pessoa feliz mas a droga o transformou em uma pessoa que ele não queria ser. O levou a fazer coisas que ele não queria fazer. Um dia o monstro assumiu e meu filho desapareceu. Digo isso por que via seu sofrimento a cada chegada, hoje, ele já não vem mais... Entregou-se de uma forma covarde e absurda. Abdicou de si mesmo, do meu amor e da própria vida. 


Senhor, estou disposta a fazer o que for preciso para ter meu filho de volta. Diga-me que eu imediatamente farei... Prontamente obedecerei. 
Deus, me conduza por este caminho sombrio. Faça- me acreditar que não estou só. Mostre-me pelo menos uma pequena luz no final deste longo túnel , dai-me um filete de esperança. Diga-me que tu me escutas quando oro e durmo em meio a lágrimas e soluços.




RESPOSTA DE DEUS

Filha minha, não te afogues em desespero e desesperança. Tu trabalhaste duramente e dignamente, por longos anos. Perdestes noites de sono, dias a fio, para dar uma vida melhor á seu filho. Comprou-lhe os brinquedos que não podia, pagou-lhe os estudos. Muitas vezes abdicou do lazer e fez sacrifícios em prol de sua cria. 

Abriu mão de si mesma, por ele. 

Não se sinta culpada, você não é responsável pelo caos que se instalou na vida de seu filho e por suas escolhas erradas. Todos, SEM EXCEÇÃO tem liberdade de escolha. Seu filho está optando por morrer e a culpa não é de ninguém. Seu filho precisa de ajuda, mas só ele poderá se ajudar, porém ele tem que querer. Não adianta rogar a Deus, aos santos, aos céus, ele é responsável por cada passo que deu em direção ao precipício. Pagará então o preço que tiver que pagar por suas insanidades. 

Filha minha, bem que sei que se tu pudesse morreria por ele, mas isso não é possível. Deverás deixa-lo sentir a dor que tiver que sentir e não poderás tomas as chibatadas da vida por ele. Não poderás tomar para si o fardo de seu filho e nem modificar o que ele não quer que seja mudado. Siga sem culpa. Não posso impedi-la de sofrer, mas posso amenizar sua dor quando afirmo-lhe que a vida de seu filho está em minhas mãos. Vejo seu passos e o protejo. Mesmo não aprovando seus comportamentos, eu o perdoo todos os dias. 

Filha minha, faça a sua parte e siga sua vida, pois eu, em minha infinita sabedoria, dei uma para cada ser humano e dei-lhes também o livre arbítrio. A capacidade de escolha e o dom precioso do discernimento é uma dádiva. 

Sei que a capacidade de percepção de seu filho está abalada, mas ainda existem raros momentos em que ele se questiona e vem até a mim perguntando até onde vale a pena continuar assim? 

Digo-lhe mansamente que ele pode parar com todo este sofrimento quando quiser, mas ele se mostra incrédulo, acho que perdeu a fé em si mesmo.
Filha minha, ame –o com todas as suas forças mas não facilite sua vida com o uso de drogas. Amor demais também mata... Ame-o mais o deixe escolher o caminho a seguir, isto é um privilégio. 

Aprenda a dizer não com acertividade. E, siga até o fim com suas decisões. Não ceda a seus choros e lamentações, nem acredite em suas manipulações e promessas. contra fatos não existem argumentos. 
Proteja-se e desligue-se emocionalmente, assim você estará ajudando para que ele tome uma decisão mais rápido. Cuide-se para que ele a encontre refeita emocionalmente quando ele precisar e realmente quiser ajuda. 

Pense nele com carinho e misericórdia, mas não viva e morra por ele. Continue orando e entregando-me a vida dele, a cada dia e eu me encarregarei do resto. Tenha fé. Eu sempre farei o que for melhor, esteja certa disso. Fique calma e sabedora que tu cumpristes a sua missão o melhor que podia. 

Eu sempre olho por ele e dias desse o vi cabisbaixo e chorando. Ele pedia forças a mim para sair do estado deplorável em que se colocou. Implorava por forças para mudar. Me pedia coragem para modificar sua vida e me pedia para levá-lo comigo, pois não aguentava mais sofrer... Respondi-lhe que a dor é inevitável, mas o sofrimento é puramente opcional.

Vi que ele começava a se preparar, ao sentir-se derrotado estava encontrando sua fortaleza.
Muitas vezes, ele lembra-se de mim... Na calada da noite, nos becos e nas horas de perigo ele diz: Meu Deus, se me livrar dessa eu nunca mais vou usar drogas, mas são só promessas, quando o livro, ele recomeça todo o processo de destruição de novo. 

Eu sempre estou lá e observo tudo, como pai zeloso que sou. Muitas e muitas vezes quando ele pensa que está sozinho, eu o carrego em meus braços e o coloco a salvo e concedo-lhe o livramento. 

Mãe... Não pense que seu filho não a ama, ele lhe parece tão incessível, é que seus sentimentos estão adormecidos por causa das drogas. Asseguro-lhe que ele não a esqueceu. Dentro de seu peito ainda pode senti-la e quando você chora, por um instante, em um lampejo de sanidade, o coração dele chora também... 

As vezes, ele pensa será que ela já está dormindo? O que vou dizer a ela se ela gritar ou me amaldiçoar quando eu chegar em casa? Qual mentira desta vez vou ter que inventar para que ela sofra menos? Será que ela ainda me ama? 
Ele está cansado, mas não se rende. As vezes, promete a si mesmo parar, mas a dependência é mais forte e a cada dia o faz mais fraco. 
Daquele rapaz sobrou muito pouco, mas todo dia dou a ele um sopro de vida, uma nova chance. Estendo meus braços na esperança de abraça-lo com força, mas ele foge. Foge de mim, de si mesmo, da vida, dos que o amam... 

Filha minha, Aquiete o vosso coração, confie em mim e deixe-me agir. Não existe caso sem volta, nem condição sem esperança, eu sou simplesmente o Deus do impossível!






(Trecho do livro " O passageiro da agonia")

Artigo publicado na Revista Anônimos


Eu, minha codependência e os adictos da minha vida, por Dárlea Zacharias

Leia o artigo da autora do livro "Drogas: o árduo caminho de volta", Dárlea Zacharias. Obrigada querida Dárlea por compartilhar conosco a sua vivência!

Eu, minha codependência e os adictos da minha vida.
Por Dárlea Zacharias

Falar de como me sinto sendo uma adicta em recuperação e de que maneira me posiciono perante "meus adictos" não é difícil, venho aprendendo através dos 12 passos a construir a minha cerca, falando para eles: Eu te amo, mas não concordo com o seu comportamento sigo usando acertividade e colocando limites em minhas preocupações e meus comportamentos. A mudança deve partir em primeiro lugar de mim, o resto é consequencia.
Por toda minha vida, estabeleci uma relação de amor e ódio com eles, que me esgotou completamente emocionalmente.
A alternância de identidade dos mesmos, o poder de auto- sabotagem, o descontrole emocional que acabava me contagiando, a minha falta de habilidade em ser mais acertiva e menos permissiva, me impediam de tomar atitudes onde eu pudesse me colocar em primeiro plano naquelas relações.
Por vezes, olhá-los fixamente e pensar durante alguns instantes em sua partida, foi o que me deu forças para prosseguir. Pensar em como minha vida seria diferente e em como eu seria mais feliz sem te-los por perto era um pensamento egoísta, mas, era o muro de auto proteção, que me protegeria de ser alcançada por eles.
Sei que é estranho para quem nunca viveu um problema assim compreender tais pensamentos, mas, só quem passa ou passou, consegue entender a ténue linha da razão e da insanidade que toma conta de nossas mentes, quando somos de alguma forma, manipulados, usados, desmerecidos, desconsiderados, descartados , imobilizados e abusados afetivamente por eles.
É como um túnel, um vazio... A culpa é um eco que teima em gritar que fracassamos de todas e imagináveis maneiras. Uma voz que nos diz o quanto somos tolos em amá-los sem que eles sequer mereçam nosso amor e as nossas lágrimas. Porém, como exigir amor de uma pessoa que não consegue se amar? Se a pessoa usa droga ele não se ama, então como pode dar o que ele não tem para si mesmo?
A sensação de ser nada para eles, nos dilui. A certeza de sermos apenas, provedores de formas compulsivas de uso, nos paralisa e desespera.
Nos tornamos obcecados por sua melhora e adoecemos com eles, a cada dia um pouco mais.
Buscamos resolver seus problemas, quando na verdade não enxergamos a dimensão do nosso. Não conseguimos compreender que nossas vidas param juntamente com a dele .Temos medo do toque do telefone, da campanhinha,viramos refém do medo.
Não temos como ajudá-los, se eles assim não quiserem e isso é fato. E, isso nos destrói. Pois, se tivessemos o poder de controlá-los, saberíamos exatamente o que fazer, mas não temos este poder e isso nos paralisa.
Não conseguimos entender o motivo de tanta revolta e insanidade e a cada mentira e tentativa frustrada de ajudá-los, nos afundamos mais e mais na codependência ativa.
Sabemos no fundo de nossos corações, que amamos nossos adictos. Mas, precisamos permitir que eles cheguem a seus próprios fundo de poços. Não temos o poder de estancar o processo de desmoralização e degradação e agimos dominados pelo desespero e sofremos.
Lidar com a frustração e com o medo, é terrível. Sabemos que ele ou ela tem um potencial gigantesco, mas usam essas virtudes como arma mortal em sua adicção ativa e observar isso dói...
Como continuar a amá-los se eles tornara-se nossos apaixonantes arquiinimigos? É um paradoxo no mínimo contraditório.
Vivemos em uma montanha russa de emoções, que nos puxam para baixo em força centrifuga e esmagadora.
Eles matam nossos sonhos, nossa coragem, nossa força e nossa frágil auto-estima. Empobrecemos nossa mente e espírito; E, nosso físico já debilitado pede cama e isolamento. Quando entra em processo de crise depressiva, preferimos não encarar nossa realidade. Conviver com eles, é um desafio, um ciclo mortal que recomeça a cada bom dia. Ao ve-los temos um pressagio de uma nova armação da parte deles. A cada cruzada de olhar, parecemos prever todo o desenrolar do dia. Sabemos que estamos prestes a reviver o mesmo pesadelo de ontem. Nossa intuição nos diz que todo o processo de auto destruição está prestes a recomeçar. Enquanto os observamos desesperados, querendo mais uma dose, constatamos nossa impotência. Eles andam pela casa sem rumo, nervosos, pálidos, ansiosos, procurando maneiras e meios de usar. E, nos, como co- dependentes inveterados e obedientes a nossa doença, o acompanhamos e partilhamos de sua infinda agonia. Nos deparamos com este quadros e perguntamos mentalmente: O que será que vai acontecer agora? E, mais uma vez dominados por nossa doença aceitamos o torpe convite para compartilhar seus processos de agonia e destruição.
Em alguns em raros momentos, depois da euforia do uso, pedem colo, perdão e com partilham a sua dor e arrependimentos. Isso faz de nós responsáveis e cúmplices, nos remetendo a uma responsabilidade individual pela vida deles. Como se tivéssemos a obrigação de ajudá-los a qualquer preço e ficamos mais fracos, vulneráveis e impotentes. Então, a teia de ressentimentos e mágoas que começa a ser tecida envolvida pela auto piedade, nos envolve, impedindo uma iniciativa de libertação. Tolindo nossa capacidade de ação e decisão.
Se pudéssemos, trocaríamos de lugar com eles, apenas para não os vê-los sofrer. Estaríamos certos de que, em posições diferentes, reverteríamos o quadro de destruição e que saberíamos o que fazer...
Damos o nosso melhor para convencê-los de que o que vivem não é certo, não é bom. E, quando achamos em um ápice de auto- engano, que conseguimos persuadi-los, recomeça todo o ciclo mortal novamente. Recuperamos nossa esperança apenas para perde-la no momento seguinte. Nossas expectativas irreais nos esgotam mentalmente e emocionalmente. Perdemos até mesmo a capacidade de rezar... Nossas mentes não param de trabalhar tentando achar uma solução para tudo que estamos vivendo.
Precisamos nos render, somos impotentes perante eles. Não somos culpados por nos sentirmos assim. Mas, somos responsáveis em tentar mudar o que se passa dentro de nós, colocando ação para modificar aquelas coisas que podemos.
Não podemos nos impedir de pensar ou sentirmos dor diante da situação em que eles se encontram, mas podemos não agir em função desses pensamentos e sentimentos. Precisamos não ceder aos nossos instintos protetores.
Precisamos pensar em nós e tentarmos nos colocar em primeiro lugar naquela relação. Podemos abrir mão de remoer soluções irreais e começar a entregar a situação nas mãos de quem realmente pode resolve-la: Deus!
Substituimos ódio e amor doentio, por fé e entrega.
"Desligar-se emocionalmente não significa abandono, significa que não estamos mais lutando, estamos entregando."
Saimos da frente de Deus e o deixamos agir segundo a sua vontade. Não podemos passar pelos fundos de poços juntamente com nossos adictos. Eles mesmos tem que passar individualmente. Pode ser cruel, mas a derrota é um ingrediente necessário para o inicio da rendição e da admissão que se tem um problema e até mesmo para a chegada de um pedido de ajuda.
Enquanto a família for a "facilitadora" do uso, poderá estar matando seu adicto. Aprendemos a importância da palavra NÃO!
Não podemos mudar o outro, só podemos modificar a nós mesmos. Por mais que tentemos controlar o outro, sempre fracassaremos em nossas investidas. Devemos nos perguntar até que ponto esta esgotante jornada de controle valerá a pena? Devemos ser honestos conosco, e por um instante e questionarmos: Podemos controlar nossos adictos? Podemos lidar com eles sem nos descontrolarmos a todo instante? Podemos modificá-los? A resposta é bem simples e óbvia: Não podemos controlar nossas ações, impulsos, emoções e por fim, não podemos moldar o outro a nossa maneira. Podemos mudar somente a nós mesmos e admitir isso, já é um bom começo para inicialização da recuperação da co-dependência.
"Hoje, começo a entender que o amor não pode estar condicionado a nada.
Que amor e controle juntos, não é amor, mas sim doença.
Se eu não libertar, jamais me sentirei livre também."
Devo orar por sanidade e cuidar-me através dos princípios esprituais de honestidade, mente aberta e boa vontade, Para que minha mão possa estar estendida na hora certa em que o pedido de ajuda vier.
E, que o meu emocional ,mental e espiritual estejam sincronizados, na mesma sintonia, NADA MUDA SE EU NÃO MUDAR!
O melhor sempre está por vir.