23 junho 2010

QUANDO ME AMEI DE VERDADE...


Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância
eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…
Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…
Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para meu crescimento.
Hoje chamo isso de…
Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo forçar alguma situacão ou alguém, inclusive a mim mesmo, sòmente para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa não está preparada.
Hoje sei que o nome disso é…
Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei
a me livrar de tudo que não fosse saudável…
Pessoas, tarefas, toda e qualquer coisa que
me pusesse para baixo.
Inicialmente, minha razão chamou a essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que isso se chama…
Amor próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre, desisti de fazer grandes planos e abandonei os projetos megalômanos para o futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é…
Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, dessa maneira, errei menos.
Hoje descobri a…
Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é…
Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas, quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é…
SABER VIVER!

“Não devemos ter medo dos
confrontos… até os planetas se
chocam e do caos nascem as estrêlas”

11 junho 2010

Assumindo a codependência


Se para um dependente ou compulsivo é difícil assumir seu problema, sua impotência perante ele e sua condição, para um codependente parece ser ainda pior.
Por que?
É muito mais fácil e comum culpar o dependente de drogas por usá-las ou o alcoólico por beber. Fica evidente que este comportamento é abusivo, gera problemas, consequências ruins. Todos estão acostumados a fazer dos dependentes os bodes expiatórios da família.
"Ele deve assumir seu problema, deve se cuidar, deve mudar", dizemos. Isso já virou chavão.
Porém, quando o olhar se volta para o codependente, tudo muda.
"Eu? Por que eu? O doente é ele, o problema é ele. Quando ele mudar, eu serei feliz", são as máximas dos codependentes. Na maioria das vezes, ocorrem algumas situações.
O dependente entra em recuperação e o codependente não se torna a pessoa feliz que imaginava que seria. Ao contrário, sente-se ainda mais perdido e vazio. Afinal, vai cuidar de quem? Vai ser útil para quem? Quem irá usar para se sentir no comando?
Em outros casos, o codependente se afasta, se separa do dependente e, mesmo assim, a “saga” continua e ele busca alguém similar para se relacionar.
Devido às nuances que a codependência apresenta, à dança sutil que embala seus ‘escolhidos’, é muito difícil, neste olhar para si, dizer: “Sim, eu sou codependente”, ou ainda “Sim, fui afetado pelo alcoolismo de outra pessoa”.
Porém, seja qual for o pequeno indício, não se entregue à negação. Vasculhe a sua história, olhe para o espelho e assuma, sem medo, esta condição. Esta será a única forma de começar uma história de recuperação em sua vida, uma trajetória rumo à autonomia saudável, capaz de extrair a felicidade do único lugar em que ele pode estar: dentro de si mesmo.