Assumindo a codependência


Se para um dependente ou compulsivo é difícil assumir seu problema, sua impotência perante ele e sua condição, para um codependente parece ser ainda pior.
Por que?
É muito mais fácil e comum culpar o dependente de drogas por usá-las ou o alcoólico por beber. Fica evidente que este comportamento é abusivo, gera problemas, consequências ruins. Todos estão acostumados a fazer dos dependentes os bodes expiatórios da família.
"Ele deve assumir seu problema, deve se cuidar, deve mudar", dizemos. Isso já virou chavão.
Porém, quando o olhar se volta para o codependente, tudo muda.
"Eu? Por que eu? O doente é ele, o problema é ele. Quando ele mudar, eu serei feliz", são as máximas dos codependentes. Na maioria das vezes, ocorrem algumas situações.
O dependente entra em recuperação e o codependente não se torna a pessoa feliz que imaginava que seria. Ao contrário, sente-se ainda mais perdido e vazio. Afinal, vai cuidar de quem? Vai ser útil para quem? Quem irá usar para se sentir no comando?
Em outros casos, o codependente se afasta, se separa do dependente e, mesmo assim, a “saga” continua e ele busca alguém similar para se relacionar.
Devido às nuances que a codependência apresenta, à dança sutil que embala seus ‘escolhidos’, é muito difícil, neste olhar para si, dizer: “Sim, eu sou codependente”, ou ainda “Sim, fui afetado pelo alcoolismo de outra pessoa”.
Porém, seja qual for o pequeno indício, não se entregue à negação. Vasculhe a sua história, olhe para o espelho e assuma, sem medo, esta condição. Esta será a única forma de começar uma história de recuperação em sua vida, uma trajetória rumo à autonomia saudável, capaz de extrair a felicidade do único lugar em que ele pode estar: dentro de si mesmo.

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