A natureza exata das minhas falhas


 Tenho andado deprimida, descontente e confusa. Estou em uma fase de introspecção e auto reflexão.
Venho me questionando, e tentando mudar. Tentando aceitar as decepções da vida. Pagando o preço por colocar expectativas irreais em mim, e nos outros. Tentando compreender muitas coisas. Aceitando aquelas que não posso modificar, e reconhecendo a diferença dos meus atos antes e depois de tudo.
Procurando não cometer os mesmos erros.
Tentando manter a mente aberta.
Buscando coragem, força e sabedoria para seguir em frente.
Preciso achar a fonte do meu descontentamento diante da vida.
Tapar esse buraco com Poder superior, e programação de 12 passos.
Preciso me prontificar, no terceiro passo, para ser transformada na pessoa que meu poder superior quer que eu seja.
Preciso da sanidade do segundo passo.
Preciso fazer um inventário positivo e negativo sobre mim e encontrar não somente coisas ruins, mas descobrir que também tenho qualidades magníficas.
Preciso admitir a Deus, a mim mesma, e a outro ser humano a natureza exata das minhas falhas, no quinto passo.
Preciso me prontificar de coração, para que meu poder superior remova essas falhas.
Preciso de humildade para reconhecer aqueles meus defeitos que me impedem de crescer mentalmente e espiritualmente.
Preciso fazer uma lista das pessoas que prejudiquei com minha adicção, inclusive, eu mesma.
Preciso fazer algumas reparações, logo que possível. E, seguir me inventariando, para saber onde estou errando, todos os dias.
Preciso encontrar no silêncio do meu eu, as respostas do meu poder superior, através de prece, meditação e oração.
Preciso prosseguir em minha caminhada, por mais que ela seja confusa, dura e complexa.
Preciso me livrar da contradição de pensamentos. Da embaralhada de sensações, que sinto a todo instante.
Preciso encontrar o tão sonhado equilíbrio mental, emocional e espiritual, para alcançar a maturidade retarda, e perdida com o tempo.
Preciso me render e aceitar que a vida não é como eu quero. As coisas não acontecem na hora que eu quero.
Preciso descontinuar meu controle pelas coisas.
Preciso abandonar a obsessão pelas pessoas, por coisas, e por vontades pessoais, que só toliram meu amadurecimento.
Preciso amar o simples. Amar o verdadeiro, e o absolutamente real.
Preciso encontrar dentro de mim, fonte de alegria e satisfação. Aprendendo que essas coisas nunca virão de fora, mas sim, de um interior limpo de maldade e aberto a coisas novas.
Preciso ser eu mesma. Me amar por tudo que sou. Respeitar a minha história e me perdoar.
Preciso abrir a janela da vida, e me lançar, sem medo de ser feliz.
Preciso entender que por mais que as pessoas me pareçam perfeitas, elas não são. E, vez ou outra vão me magoar, assim como eu também já as magoei.
Preciso encontrar a fonte infinda e inesgotável de sabedoria, proveniente dos meus próprios erros e acertos.
Preciso aprender a ser feliz com o que tenho, para que consiga, lá na frente, valorizar o que a vida me reserva.
Preciso de você, de mim, de tudo e de todos.
Preciso sair dessa ilha de isolamento que me coloquei.
Preciso quebrar as correntes do julgamento inútil, e me abrir para o mundo, me permitindo sentir o que eu tiver que sentir. Aceitando o que eu tiver que aceitar, mudando o que eu puder mudar.
Sofrer sem auto piedade, exigindo menos de mim e dos outros. Deixando simplesmente que a vida aconteça em sua mais pura e melhor essência.

Darléa Zacharias

* Texto com direito autoral. Retirado do livro " O passageiro da agonia", ainda em fase de edição.

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