Carta de Despedida às Drogas

Meu primeiro e arrebatador amor... Preciso dizer-lhe que não posso mais levar adiante essa paixão devastadora e doentia que me consome, maltrata, e destrói... Fiz de tudo para ficar ao seu lado. Por você eu mataria... Morreria. Fui até às últimas consequências...
Por você. Rastejei, transformei-me em um farrapo humano.
No início, você mostrou-se tão carinhosa, solidária, companheira de todas as horas. Mas, quando me viu ali, tão vulnerável e dependente, me abandonou...
Você jurou-me amor e fidelidade eterna, mas sempre me deixou sozinha quando meu dinheiro acabava. Destruiu minha vida, minhas amizades, meu amor próprio, minha autoestima.
Eu a procurava por toda parte e faria qualquer coisa para tê-la, nem que fosse um pouquinho, apenas por alguns instantes. Não a culpo por nada. fui eu quem quis você de maneira desmedida e incontrolavelmente. Eu passava por cima de qualquer um só para ficar com você.
E quando você ia embora, eu implorava por mais um pouco...
Por você perdi meu senso de limite. Vendi tudo que tinha para comprar a sua presença. Esmolei por apenas um segundo do seu amor. Eu sentia uma necessidade física e mental de tê-la a qualquer custo.
Tudo que tinha de mais precioso, eu lhe dei... Dei-lhe o melhor de mim, o melhor dos meus anos e recebi apenas o pior de você. Apenas migalhas...
Quando você estava comigo nada mais me importava... Quanto mais eu tinha, mais eu a queria. Eu só pensava em você dia e noite e isso me enlouquecia. Meu amor... Não posso mais prosseguir. Minha ilusão de um dia controlá-la esvaiu-se.
Infelizmente, você nunca mais estará sozinha. Haverá sempre outra pessoa para você hipnotizar e escravizar.
Mesmo amando-a assim, louca, insana e desesperadamente, preciso esquecê-la. Tentarei seguir. Sei que vai ser difícil, pois você ocupou todos os espaços na minha vida.
Seu amor sugava a minha alma. Eu ficava vazia de pensamento e sentimento. Ficar com você era muito sofrimento... Prazer apenas momentâneo. Toda aquela ansiedade esperando sua chegada acabava comigo. Eu queria tê-la logo, depressa a qualquer preço! E quando você chegava, devorava-a em qualquer lugar. Não me importava se as pessoas estavam olhando. Eu queria mesmo era ter suas sensações que me inebriavam...
Sentir euforia na sua chegada e depressão na sua partida...
Eu ficava horas imaginando meios e maneiras de tê-la ao meu lado. Latente em minha mente.
Não fique triste, amor... Eu desisti por não mais conseguir levar esse romance mórbido à frente. Por não encontrar mais forças para prosseguir. Vou embora enquanto ainda existe uma sobrevida em mim, um lampejo de sanidade, um sopro de esperança. Perdoa-me se eu a deixei, mas você me usou... Machucou, mentiu dissimuladamente. Fez de mim um fantoche, um capacho. Um brinquedo nas mãos do palhaço...
Vai ser difícil viver sem esse amor arrebatador, que era toda minha vida.
Amá-la mais do que a mim mesma foi minha desgraça. Por favor... Deixe-me viver em paz. Tenho que caminhar sempre em frente, sem olhar para trás, sem me arrepender, sem pensar em você que era toda minha vida. Não sei como será minha história sem você, mas preciso urgentemente tentar ser feliz, enquanto ainda me resta um pouco de dignidade. Ao seu lado isso não é possível.
Preciso esquecê-la sem pensar no futuro, apenas seguir. No início, tudo que eu disser, cada gesto, cada sentimento, cada lugar que eu passar, tudo me lembrará você. Tentarei superar... Agora já posso sentir as forças dinâmicas da mudança bem aqui dentro de mim. Preciso me fortalecer para continuar te dizendo não.
Meu amor... Eu renuncio a você por amor à minha vida.
Um dia de cada vez, Adeus! ... Só por hoje eu renuncio a você! Eu renuncio...

Darléa Zacharias

(Trecho do livro "Drogas, o árduo caminho da volta- Coragem para mudar!)
Para adquirir este livro, acesse:
www.darleazacharias.com.br

Eu vi a cor do fundo do poço!


Falo sobre a minha experiência com drogas, nada mais. Não falo profissionalmente ou baseada em pesquisas no google. Falo da vida real, do que passei, do que vivi.



Acredito que todo ser humano tenha jeito!
Falo isto baseada em minha própria história.
Comecei a usar drogas ilícitas aos 25 anos.
Minha família ficou perdida. Não sabiam como proceder.
Meu ex marido, na época, sendo militar, faltou quase 6 meses 
de trabalho. Tentando me ajudar, ele quase foi expulso do quartel.

Mas, quem tinha que me ajudar era eu mesma.
Eu prometia a eu mesma e para minha família que não iria mais usar, e quando prometia, eu acreditava em minhas promessas, mas não consegui cumpri las. 
Meu desejo de usar drogas era incontrolável e eu tinha que usa las. Pois era uma dependência física, orgânica, mental e espiritual.
Se eu não as usasse, passava mal, tinha crises de abstinência.

Por fim, depois de tantas mentiras de minha parte, meu marido( na época) foi embora com a roupa do corpo, depois de 10 anos de casamento e dois filhos.
Minha mãe, coitada, andava pelas favelas do RJ com minha foto nas mãos, me procurando, mas eu fugia. Eu não queria encarar a minha realidade e nem ter que abrir os olhos para toda aquela burrice que fiz.

Eu só comecei a perceber que estava sozinha, com meu uso, e a ver que eu tinha chegado ao fundo de poço, quando minha família começou a construir uma cerca, se protegendo de mim, de minhas manipulações e mentiras.

As vezes, a família tentando ajudar o dependente, acaba facilitando seu uso.
O fazem por inexperiência e total inabilidade.
Costumo dizer que amor demais "mata o adicto". 

Minha família não havia desistido de mim, eu que havia desistido.
Eles tiveram que deixar que eu encontrasse meu "fundo de poço". mesmo que isso fosse extremamente dolorido. Eles precisavam admitir que era impotentes perante meus comportamentos e diante do meu uso e procuraram ajuda para si próprios em grupos voltados a estes propósitos .

A recaída pode ser um processo detonador que possibilita o dependente reconhecer que não é mais possível o uso, que perdeu ocontrole e a partir daí , restabelecer um novo caminho.
Mas não é necessário recair, existe um programa de 12 passos perfeito e quem o pratica em sua essência, não recai.

A família, os amigos tendem a decepcionar se, mas não deverá perder as esperanças.

Ame o adicto com todas as forças, mas o deixe escolher.
pois, somente ele poderá decidir recuperar se ou seguir até o amargo fim.
Acho que este assunto 'DROGAS" de um modo geral, deva ser um assunto corriqueiro no seio familiar e nas escolas. Inserido de forma sutil e realista na vida da criança, desde cedo.
No meu caso, tenho dois filhos, uma menina de 14 e um rapaz de 20.
Desde que eles eram pequenos, mais ou menos com 8, 9 anos, eu comecei a falar lhes abertamente sobre drogas. Falava com seriedade de drogas e seus efeitos. Sempre enfatizando o risco, com uma conotação de responsabilidade para as escolhas que eles viessem a fazer, ao longo de suas vidas.

Sempre expliquei o perigo que é envolver se com qualquer alterador de humor, (inclusive, o álcool e a maconha). Citando meu próprio caso e vários outros casos, como exemplo, até mesmo alguns casos que eram expostos pela mídia todos os dias.

Meus filhos, sempre tiveram a liberdade de pedir informações sobre qualquer tipo de droga. 
Eu sentia que havia uma curiosidade da parte deles em saber mais e sempre tive medo que eles aprendessem errado.
Aprendessem com outros jovens que sabiam menos que eles, ou que tivessem informações totalmente distorcidas, tais como as que tive, na idade deles.
Acho que a mídia, empurra uma imagem para o jovem que beber é divertido. Que o cara com uma latinha nas mãos é um cara feliz e que vive rodeado de amigos.

Nas baladas aqui perto de casa, a cerveja chega a ser vendida a 25 centavos.
Meus filhos vendo isso, hoje, já depois de muita orientação de minha parte, começaram a reconhecer verdade no que eu falava, e desenvolveram suas próprias opiniões, inclusive achando isso um absurdo.

Fico feliz em ter conseguido passar "valores" a eles, mesmo tendo consciência do quanto errei no passado.

Acho que as escolas deveriam contratar palestrantes, pessoas ligadas a área de saúde, ou até mesmo profissionais, para falarem aos alunos sobre o prejuízo, físico, moral, intelectual e espiritual do uso.
Mostrarem jovens destruídos, por seus comportamentos inadequados que fatalmente os levaram ao uso.

Pois a adicção é uma doença também comportamental, e o sintoma mais óbvio, é o uso de drogas.
Existem muitas coisas a serem feitas no sentido de prevenção.
Orientação constante e verdade nua e crua devem ser aliados tanto de pais como de educadores.

Acho que os pais também deveriam participarem de tais aulas pais.
Pois, este tema ainda é tabu para muitos. Conheço pais que ainda mudam de assunto quando o filho pergunta sobre algum tipo de droga. E até mesmo acusam seus filhos de estarem usando pelo simples fato de demonstração de curiosidade.

Já é tempo de retirada do véu da ignorância.
devemos sim falar de danos, efeitos, causas, e consequencias do uso de drogas ilícita ou não!
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Darléa Zacharias 
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Queridos, estive muito ocupada com a finalização do meu novo livro" Inimigo oculto",  à partir da semana que vem, voltarei a postar com mais frequência. Obrigada pela compreensão .Bjs


Tenho novidades! Já está chegando o meu segundo livro "Inimigo oculto", que já está devidamente registrado, entrará na Editora para finalmente ser impresso. 


Deseje-me boa sorte! 


Logo, logo estarei divulgando dia, hora e local do lançamento. 

Obrigada especialmente às minhas leitoras e leitores! 


Demorou, mas já está prontinho! Agora, é só aguardarmos a finalização na gráfica.

 Bjs no coração ♥



"Não alcançamos a liberdade buscando- a a qualquer 

preço, mas sim, idealizando honestamente a verdade 

sobre quem somos. A liberdade não é um fim, ela é 

apenas mais uma consequência das nossas 

escolhas." 


Darléa Zacharias 




* Texto com direitos autorais
Olá, meus amores! Acabaram de chegar 60 livros da Editora. Quem estiver interessado, é só me avisar! Estarei enviando para todo o Brasil sem custo de Sedex.


Bjs

A ganhadora do livro: Jonas Lima.


Obrigada por sua participação no Blog. Fiquei muito feliz em contemplá-la como ganhadora da promoção do mês de dezembro! É um prazer presentear pessoas maravilhosas como você. Obrigada pelo carinho! Espero que o livro possa, de alguma forma ajudar. Desejo-lhe, de coração, uma agradável leitura. Bjs, querida!



Brasil se inspira nos EUA para tratamento de dependentes de crack

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/brasil-se-inspira-nos-eua-para-tratamento-de-dependentes-de-crack/1851901/http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/brasil-se-inspira-nos-eua-para-tratamento-de-dependentes-de-crack/1851901/

O Dom de Recomeçar! Slideshow Slideshow

O Dom de Recomeçar! Slideshow Slideshow: TripAdvisor™ TripWow ★ O Dom de Recomeçar! Slideshow Slideshow ★ to Rio de Janeiro. Stunning free travel slideshows on TripAdvisor * Texto com direitos autorais

Matéria sobre a Codependência

http://codependencia-anonimos.blogspot.com/2010/03/eu-minha-codependencia-e-os-adictos-da.html


sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu, minha codependência e os adictos da minha vida, por Dárlea Zacharias

 
Leia o artigo da autora do livro "Drogas: o árduo caminho de volta", Dárlea Zacharias. Obrigada querida Dárlea por compartilhar conosco a sua vivência!

Eu, minha codependência e os adictos da minha vida.
Por Dárlea Zacharias

Falar de como me sinto sendo uma adicta em recuperação e de que maneira me posiciono perante "meus adictos" não é difícil, venho aprendendo através dos 12 passos a construir a minha cerca, falando para eles: Eu te amo, mas não concordo com o seu comportamento sigo usando acertividade e colocando limites em minhas preocupações e meus comportamentos. A mudança deve partir em primeiro lugar de mim, o resto é consequencia.
Por toda minha vida, estabeleci uma relação de amor e ódio com eles, que me esgotou completamente emocionalmente.
A alternância de identidade dos mesmos, o poder de auto- sabotagem, o descontrole emocional que acabava me contagiando, a minha falta de habilidade em ser mais acertiva e menos permissiva, me impediam de tomar atitudes onde eu pudesse me colocar em primeiro plano naquelas relações.
Por vezes, olhá-los fixamente e pensar durante alguns instantes em sua partida, foi o que me deu forças para prosseguir. Pensar em como minha vida seria diferente e em como eu seria mais feliz sem te-los por perto era um pensamento egoísta, mas, era o muro de auto proteção, que me protegeria de ser alcançada por eles.
Sei que é estranho para quem nunca viveu um problema assim compreender tais pensamentos, mas, só quem passa ou passou, consegue entender a ténue linha da razão e da insanidade que toma conta de nossas mentes, quando somos de alguma forma, manipulados, usados, desmerecidos, desconsiderados, descartados , imobilizados e abusados afetivamente por eles.
É como um túnel, um vazio... A culpa é um eco que teima em gritar que fracassamos de todas e imagináveis maneiras. Uma voz que nos diz o quanto somos tolos em amá-los sem que eles sequer mereçam nosso amor e as nossas lágrimas. Porém, como exigir amor de uma pessoa que não consegue se amar? Se a pessoa usa droga ele não se ama, então como pode dar o que ele não tem para si mesmo?
A sensação de ser nada para eles, nos dilui. A certeza de sermos apenas, provedores de formas compulsivas de uso, nos paralisa e desespera.
Nos tornamos obcecados por sua melhora e adoecemos com eles, a cada dia um pouco mais.
Buscamos resolver seus problemas, quando na verdade não enxergamos a dimensão do nosso. Não conseguimos compreender que nossas vidas param juntamente com a dele .Temos medo do toque do telefone, da campanhinha,viramos refém do medo.
Não temos como ajudá-los, se eles assim não quiserem e isso é fato. E, isso nos destrói. Pois, se tivessemos o poder de controlá-los, saberíamos exatamente o que fazer, mas não temos este poder e isso nos paralisa.
Não conseguimos entender o motivo de tanta revolta e insanidade e a cada mentira e tentativa frustrada de ajudá-los, nos afundamos mais e mais na codependência ativa.
Sabemos no fundo de nossos corações, que amamos nossos adictos. Mas, precisamos permitir que eles cheguem a seus próprios fundo de poços. Não temos o poder de estancar o processo de desmoralização e degradação e agimos dominados pelo desespero e sofremos.
Lidar com a frustração e com o medo, é terrível. Sabemos que ele ou ela tem um potencial gigantesco, mas usam essas virtudes como arma mortal em sua adicção ativa e observar isso dói...
Como continuar a amá-los se eles tornara-se nossos apaixonantes arquiinimigos? É um paradoxo no mínimo contraditório.
Vivemos em uma montanha russa de emoções, que nos puxam para baixo em força centrifuga e esmagadora.
Eles matam nossos sonhos, nossa coragem, nossa força e nossa frágil auto-estima. Empobrecemos nossa mente e espírito; E, nosso físico já debilitado pede cama e isolamento. Quando entra em processo de crise depressiva, preferimos não encarar nossa realidade. Conviver com eles, é um desafio, um ciclo mortal que recomeça a cada bom dia. Ao ve-los temos um pressagio de uma nova armação da parte deles. A cada cruzada de olhar, parecemos prever todo o desenrolar do dia. Sabemos que estamos prestes a reviver o mesmo pesadelo de ontem. Nossa intuição nos diz que todo o processo de auto destruição está prestes a recomeçar. Enquanto os observamos desesperados, querendo mais uma dose, constatamos nossa impotência. Eles andam pela casa sem rumo, nervosos, pálidos, ansiosos, procurando maneiras e meios de usar. E, nos, como co- dependentes inveterados e obedientes a nossa doença, o acompanhamos e partilhamos de sua infinda agonia. Nos deparamos com este quadros e perguntamos mentalmente: O que será que vai acontecer agora? E, mais uma vez dominados por nossa doença aceitamos o torpe convite para compartilhar seus processos de agonia e destruição.
Em alguns em raros momentos, depois da euforia do uso, pedem colo, perdão e com partilham a sua dor e arrependimentos. Isso faz de nós responsáveis e cúmplices, nos remetendo a uma responsabilidade individual pela vida deles. Como se tivéssemos a obrigação de ajudá-los a qualquer preço e ficamos mais fracos, vulneráveis e impotentes. Então, a teia de ressentimentos e mágoas que começa a ser tecida envolvida pela auto piedade, nos envolve, impedindo uma iniciativa de libertação. Tolindo nossa capacidade de ação e decisão.
Se pudéssemos, trocaríamos de lugar com eles, apenas para não os vê-los sofrer. Estaríamos certos de que, em posições diferentes, reverteríamos o quadro de destruição e que saberíamos o que fazer...
Damos o nosso melhor para convencê-los de que o que vivem não é certo, não é bom. E, quando achamos em um ápice de auto- engano, que conseguimos persuadi-los, recomeça todo o ciclo mortal novamente. Recuperamos nossa esperança apenas para perde-la no momento seguinte. Nossas expectativas irreais nos esgotam mentalmente e emocionalmente. Perdemos até mesmo a capacidade de rezar... Nossas mentes não param de trabalhar tentando achar uma solução para tudo que estamos vivendo.
Precisamos nos render, somos impotentes perante eles. Não somos culpados por nos sentirmos assim. Mas, somos responsáveis em tentar mudar o que se passa dentro de nós, colocando ação para modificar aquelas coisas que podemos.
Não podemos nos impedir de pensar ou sentirmos dor diante da situação em que eles se encontram, mas podemos não agir em função desses pensamentos e sentimentos. Precisamos não ceder aos nossos instintos protetores.
Precisamos pensar em nós e tentarmos nos colocar em primeiro lugar naquela relação. Podemos abrir mão de remoer soluções irreais e começar a entregar a situação nas mãos de quem realmente pode resolve-la: Deus!
Substituimos ódio e amor doentio, por fé e entrega.
"Desligar-se emocionalmente não significa abandono, significa que não estamos mais lutando, estamos entregando."
Saimos da frente de Deus e o deixamos agir segundo a sua vontade. Não podemos passar pelos fundos de poços juntamente com nossos adictos. Eles mesmos tem que passar individualmente. Pode ser cruel, mas a derrota é um ingrediente necessário para o inicio da rendição e da admissão que se tem um problema e até mesmo para a chegada de um pedido de ajuda.
Enquanto a família for a "facilitadora" do uso, poderá estar matando seu adicto. Aprendemos a importância da palavra NÃO!
Não podemos mudar o outro, só podemos modificar a nós mesmos. Por mais que tentemos controlar o outro, sempre fracassaremos em nossas investidas. Devemos nos perguntar até que ponto esta esgotante jornada de controle valerá a pena? Devemos ser honestos conosco, e por um instante e questionarmos: Podemos controlar nossos adictos? Podemos lidar com eles sem nos descontrolarmos a todo instante? Podemos modificá-los? A resposta é bem simples e óbvia: Não podemos controlar nossas ações, impulsos, emoções e por fim, não podemos moldar o outro a nossa maneira. Podemos mudar somente a nós mesmos e admitir isso, já é um bom começo para inicialização da recuperação da co-dependência.
"Hoje, começo a entender que o amor não pode estar condicionado a nada.
Que amor e controle juntos, não é amor, mas sim doença.
Se eu não libertar, jamais me sentirei livre também."
Devo orar por sanidade e cuidar-me através dos princípios esprituais de honestidade, mente aberta e boa vontade, Para que minha mão possa estar estendida na hora certa em que o pedido de ajuda vier.
E, que o meu emocional ,mental e espiritual estejam sincronizados, na mesma sintonia, NADA MUDA SE EU NÃO MUDAR!
O melhor sempre está por vir.

Gratidão

Lembre-se dos dias em que você rezava pelas coisas que reclama agora!!         Seja grato!!